Peripécias de Vida VIII


Margarida: Estás bem? Alguém te fez mal? – Disse com um ar preocupado

Mariana: Oh minha linda se alguém se mete-se comigo ia parar à nossa Senhora da Ajuda. – Disse eu dando uma pequena gargalhada

Margarida: Que estives-te a fazer que demorou este tempo todo?

Mariana: Vocês nem vão acreditar.

Margarida: Se não contares nunca saberemos.

Mariana: Estive com o Rodrigo. – Disse pondo um sorriso na cara

Margarida: Estives-te o quê? Com quem?

Clara: Agora é a minha vez. O quê? Estives-te com quem? A fazer o quê?

Mariana: Vamos pedir e eu conto-vos tudo.

E assim foi, pedimos e sentamo-nos numa mesa, eu contei-lhes tudo e elas começaram logo a imaginar e a fazer os filmes todos. Quando acabámos de comer eu fui ao telemóvel e tinha uma mensagem. Adivinhem que quem era?

Mensagem recebida: Gostei muito da nossa conversa. Espero poder repetir. Beijos Rodrigo

Mensagem enviada: Eu também gostei muito, mas como é que tens o meu número?

Eu de repente fiquei com um sorrisinho parvo na cara e paralisei a olhar para aquela mensagem.

Clara: Mariana, vens?

Mariana: Ah? Diz? O quê que disses-te? Desculpa estava distraída. – Disse com um ar atrapalhado

Clara: Quem te enviou essa mensagem? Já sei quem é!

Mariana: Oh diz quem é? Não adivinhas!

Clara: Foi um rapaz e até sei o nome! – Disse com um ar de inteligência

Mariana: Quero saber. Desembucha de uma vez “Miss Inteligência”.

Clara: Foi o Rodrigo, mandou-te uma mensagem.

Mariana: Fogo, tu tens de ir para bruxa, assim é fácil, rápido e dá milhões.

Clara: É, pois sim. Mostra o que ele te mandou.

Mostrei-lhes a mensagem e elas simplesmente se começaram a rir e eu fiquei a perceber o mesmo ou seja 
NADA!

Mariana: Vocês saíram-me cá umas amigas vou-vos dizer. E tal se me explicarem não? Era simpático!

Margarida: Mariana, tu estás a ver a mensagem? Mesmo bem?

Mariana: Acho que sim, porquê que estás assim?

Margarida: O Rodrigo diz que gostou de falar contigo.

Mariana: Sim e o que tem?

Margarida: Fogo é preciso fazer-te o desenho? Tu não chegas lá sozinha?

Mariana: Já apanhei, vocês estão a crer dizer que eu lá por ser simpática tem de haver mais qualquer coisa 
certo?

Clara: Estava a ver que não, nunca pensei que fosses tão lenta.

Mariana: Alto aí! Eu e o Rodrigo não temos nada e nunca haverá nada entendido?

Margarida: Pois, pois Mariana mas nunca digas nunca.

Eu nem lhe respondi, entrei numa loja e começei a ver roupa, como adoramos compras pegamos em meia-dúzia de peças e experimentámos, eu ia muito lançada e estava um provador fechado e como não via sombras nenhumas abri e dou de caras com um rapazinho em boxers, fechei imediatamente a cortina já do 
lado de fora.

Mariana: Desculpa, não sabia que estava aí alguém, foi sem querer. - Disse muito atrapalhada

De repente a cortina abre-se e vi o Rodrigo a sair do provador aí queria um buraco para me meter, que 
vergonha.

Rodrigo: Não faz mal, podia acontecer a qualquer um. – Disse ele com voz muito doce e querida

Mariana: A qualquer um, não a mim, desculpa. – Disse com a cara virada para o chão

Rodrigo: Já te disse para esqueceres isso, não tem mal nenhum. – Disse enquanto punha a minha cara bem perto da dele

Mariana: Mas…

Ele chega-se bem perto dela e seria inevitável o que iria acontecer a seguir, o beijo ele agarrou a minha cintura e eu o pescoço dele até que os nossos lábios se tocaram e o que aconteceu foi bom, mas eu não podia estar ali, não podia estar ali. Parei o beijo.

Rodrigo: Que se passa? Não gostas-te?

Mariana: Não é nada disso, tenho de ir embora, desculpa. – Disse eu enquanto me dirigia à saída

Mas o quê que acabou de acontecer? Não podia, não está certo. Eu senti outra vez aquela sensação, e voltou tudo à minha cabeça aquele cheiro, aquele homem que me agarrou que me obrigou a beija-lo, tudo. Queria desaparecer, queria fugir de tudo e de todos outra vez. Apanhei um autocarro, e fui para casa, quando cheguei não estava ninguém precisava de alguém, precisava da minha avó. Por isso fui até casa dela ou seja saí da minha casa, passei a estrada e estava em casa dela, cheguei lá a chorar. 

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