Peripécias de Vida IX


D. Lurdes: Então, Mariana que tens minha filha?

Mariana: Vó, hoje fui ao centro comercial com a Margarida e a Clara. – Disse isto sempre a soluçar

D. Lurdes: Acalma-te, conta-me tudo devagar e com calma sim? – Disse isto a pôr-me a mão no meu cabelo para me acalmar.

Eu estava de joelhos agarrada à minha avó, ela entende-me na perfeição, é o meu ídolo, é uma mulher que lutou muito para chegar a onde chegou e para que ao faltasse nada à minha mãe e ao meu tio.

D. Lurdes: Então já podes falar? Estás mais calma?

Mariana: Sim estou, obrigada.

D. Lurdes: Anda lá para dentro está a ficar frio.

Levantamo-nos e fomos para dentro, fui para a sala sentei-me e fiquei à espera do meu leite quente, entretanto a minha avó sentou-se à minha beira e eu contei-lhe tudo, o beijo, a sensação de estar tudo à acontecer outra vez tudo mesmo. Ela disse-me que podia ser bom este rapaz estar a aproximar-se, podia ser ele que me podia ajudar a superar isto eu olhei para as horas e já era tarde por isso fui andando para casa. Ao entrar vejo as malas de viagem do meu pai e eles estavam sentados um ao lado do outro no sofá a minha mãe chamou-me e eu sentei-me no meio deles.

Mãe: Mariana, já deves saber do que se trata por isso não vou andar aqui com rodeios, bem eu e o teu pai vamo-nos divorciar.

Mariana: Para onde vais pai?

Pai: Bem, eu recebi uma proposta para ir trabalhar para o Algarve, eu já falei com a tua mãe e tu podes ir lá visitar-me sempre que quiseres num fim-de-semana prolongado e assim.

Mariana: E quando é que vais pai? Já tens as malas prontas porquê?

Pai: Pois isso é que é pior. Eu vou já hoje, quer dizer está a ficar na hora só esperei por ti e ou já.

Mariana: Se tem de ser será, vamos ficar todos bem, isso é que é importante. Anda pai eu ajudo-te e vou até ao carro contigo.

Levantei-me do sofá e peguei nas malas dele e fui até ao carro, por estranho que pareça não deitei uma única lágrima, lembrei-me do Rodrigo e da nossa conversa talvez seja isso não sei mas algo estava a mexer comigo. O meu pai deu-me um beijo e um abraço muito forte eu fiquei ali até o carro desaparecer, depois fui para dentro de casa e a minha mãe diz-me.

Mãe: Estou muito orgulhosa de ti. Não deitas-te uma única lágrima. – Disse enquanto me abraçava

Mariana: Mãe aprendi que mais vale estar-mos separados e felizes do que juntos e infelizes.

Mãe: É isso memo filha. Olha, vou trabalhar para as urgências, só saio amanhã de manha por isso só à noite é que nos deve-mos encontrar.

Mariana: Olha mãe posso convidar a Clara e a Margarida para virem cá?

Mãe: Claro que podes. Agora vou indo.

Mariana: Está bem mãe. Obrigado e bom trabalho.

Quando a minha mãe saiu eu liguei à Margarida e pedi-lhe que viesse a minha casa e que ligasse a Clara para virem as duas, passado pouco a campainha tocou eu fui abrir e eram elas começaram logo a fazer perguntas de todo o género eu acalmei-as e fomos para a sala sentámo-nos e eu começei a falar.

Mariana: Preciso de vos contar uma coisa que me anda aqui a moer há muito tempo, e tem a ver com o meu desaparecimento.

Margarida: Nós vimos o beijo com o Rodrigo, e vimos tu a fugir, fomos logo à beira dele para saber se ele te fez ou obrigou a fazer alguma coisa.

Mariana: Ele não me obrigou a fazer nada eu beijei-o porque quis mas houve um homem que me obrigou.

Clara: Agora não percebi amor. Explica por favor.

Mariana: Eu ainda andava na primária, e um dia a minha mãe não me podia ir buscar e como a minha avó estava no hospital eu vim sozinha e vim pelo caminho que a minha mãe me disse mas ao chegar ali à esquina um homem agarrou-me, ele queria violar-me rasgou-me a roupa, apalpou-me, beijava-me, eu não conseguia sair dali por mais que tentasse não conseguia mas dei-lhe um pontapé e corri o mais que pode para fugir daquele homem nojento, senti-me nojenta com aquele cheiro a tabaco no meu corpo, toda despenteada, senti-me suja, hoje quando o Rodrigo me beijou veio tudo outra vez à memória, os meus gritos, os estalos que levei dele para me calar, tudo mesmo. Nunca vos contei isto porque queria que gostassem de mim pelo que eu sou não porque me aconteceu isto, desde daí nunca mais consegui olhar direito para os homens. – Disse isto com lágrimas a caírem pelo rosto abaixo

Margarida: Devias nos ter contado, nós ajudávamos-te. Mas foi por isso que fugis-te?

Mariana: Sim foi, desculpem. Mas isto não pode sair daqui. Está bem?

Clara: E o homem? Foi preso?

Mariana: Sim foi. Agora acho que já não há perigo.

Margarida: Mas agora pensas-te no beijo?

Mariana: Pensei pouco e, amanha, vou estar com ele, o quê que lhe vou dizer?

Clara: Porquê que não lhe dizes a verdade?

Mariana: Porque ele vai rir-se a minha cara, deixem lá amanhã logo se vê.

Clara: Tu é que sabes. Mas olha o quê que vamos fazer?

Mariana: Queria compensar-vos por isso vamos ver um filme!

Clara: De terror?

Mariana: Não Clara, já vimos ontem hoje vamos ver outro.

Clara: Oh pensei que era. – Disse desanimada

Mariana: Fogo, tu já vis-te tantos, aqui em casa não vês desses.

Eu vim preparar as pipocas, quando tocaram à campainha a Margarida foi abrir e ficou à porta eu vou lá e 
quem era? Os três rapazes, Rodrigo, Afonso e André.


Mais uma vez peço desculpa por estar grande, queria pedir para voces deixarem os vossos comentários são muito importantes para mim :)

9 comentários:

Flor * disse...

Não peças desculpa. Na minha opinião é: ' Quanto maior, melhor! ;) '
CONTINUA! Amo *-*

Anónimo disse...

quando voltas vamos começar a desesperar tens que continuar a escrever

joana moreira. disse...

está cada vez melhor.
quero continuação. *o*

joana moreira. disse...

não me vou tornar nada escritora. (:

joana moreira. disse...

ninguém diria q ias escrever uma história, e lá está. xd

joana moreira. disse...

há sempre o destino. (;

joana moreira. disse...

acredito que tudo está destinado, mas nós como adolescentes rebeldes acabamo sempre por não cumprir as regras e mudar o jogo todo.

joana moreira. disse...

há alguém que o muda, sim.

joana moreira. disse...

não, não muda o destino, muda a nossa forma de ser, atenua a nossa rebeldia..